Meryl streep e anna wintour: o encontro que reavivou a moda e a cultura pop

A espera acabou: Meryl Streep e Anna Wintour, duas figuras icônicas que definiram gerações, protagonizam a capa de maio da Vogue, em uma edição que promete ser memorável. O que começou como uma lembrança nostálgica de um premiere e culminou em um ensaio fotográfico épico sob a direção de Annie Leibovitz, com a curadoria criativa de Greta Gerwig, é a prova de que a moda e a cultura pop ainda têm muito a nos contar.

A história por trás da capa mais desejada do ano

A história por trás da capa mais desejada do ano

Chloe declares, a testemunha ocular da negociação, recorda o momento em que sugeriu a ideia: “Would you ever consider being on the cover with Meryl?” A resposta inicial de Anna Wintour, um sorriso enigmático e um “That’s very flattering, Chloe, but it’s not really my style,” quase esmagou a esperança. Mas a persistência valeu a pena. Meryl Streep, com seu carisma inegável, foi quem finalmente convenceu a editora a aceitar o desafio, selando um momento cultural único.

A experiência de Chloe, que acompanhou a estreia de “O Diabo Veste Prada” com sua mãe, vestida em um deslumbrante vestido dos anos 20, é um testemunho da influência duradoura do filme. Uma influência que transcendeu o universo da moda, alcançando pessoas de todos os cantos, como confessam os amigos, pais e até os porteiros de sua mãe, que constantemente perguntam: “É assim que funciona?”. A obra popularizou Anna Wintour e, por extensão, a própria Vogue, tornando-se um reflexo da ambição, do poder e da complexidade do mundo da moda.

O diálogo exclusivo entre Meryl e Anna, mediado por Greta Gerwig, revela nuances surpreendentes. Meryl confessou que jamais aceitaria o trabalho de Anna, “I would dread the shoes”, enquanto Anna admitiu que não se imaginaria nos sapatos de Meryl, “There’s no way”. Uma troca sincera sobre a longevidade na moda, a importância da roupa como expressão de identidade e a arte de se vestir para o trabalho.

A produção da capa foi tratada com a máxima discrição, comparada aos “Pentagon Papers” por Anna, que chegou a repreender Louisa Jacobson, filha de Meryl, por mencionar o projeto em um evento público. Grace Coddington, editora de moda, supervisionou a seleção de peças icônicas de Dries Van Noten e Prada, transportando-as para o set em verdadeiras expedições logísticas.

A Vogue, neste mês de maio, celebra não apenas o encontro de duas lendas, mas também a tradição de seus eventos pós-Gala, com uma festa de pijamas no The Mark Hotel, e a exposição “Costume Art” no Metropolitan Museum, que conta com a fotografia de Ethan James Green nas novas galerias Condé Nast.

E para completar a imersão no universo de “O Diabo Veste Prada”, a Vogue escolheu o livro que deu origem ao sucesso estrondoso como sua nova seleção do clube do livro. Uma oportunidade para revisitar a saga de Andy Sachs, com seus saltos de cinco polegadas, contas corporativas ilimitadas e o café de Nova York que custava, inacreditavelmente, um dólar a xícara! A Vogue planeja um pré-screening do filme para seus membros e convidados, com a presença de ex-assistentes de Anna Wintour – um toque de nostalgia que promete reacender as paixões e os debates sobre o mundo implacável e fascinante da moda.