Airbrushing Resurge em Desfiles de Moda: Uma Tendência Inesperada
O termo ‘craft’ (artesanato) dominou as discussões da moda nos últimos anos, com marcas valorizando técnicas, texturas e tecidos não convencionais, às vezes até mais do que os cortes ou cores em alta. No entanto, as coleções de primavera de 2027 apresentam uma novidade inesperada: o airbrushing.

Técnica com Raízes na Música e Lembranças de Viagens
Associado tradicionalmente à música, streetwear e camisetas de lembranças de férias, o airbrushing está aparecendo em passarelas de grandes marcas, como Margiela e Dries Van Noten. A técnica, que atingiu seu auge no início do milênio, evoca um prazer culpado ao subverter estampas turísticas chamativas.
Designers como Torishéju e Chloé, além de Louis Vuitton e Alexander McQueen, exploraram o airbrushing em suas coleções. Liana Satenstein, da Tory Burch, criou sua própria mercadoria airbrushada, inspirada em uma camiseta da década de 1990 com uma cena de praia.
Stella McCartney também retornou ao airbrushing, utilizando estampas de jeans brancos com paisagens de férias. A técnica resgata a importância do trabalho manual, especialmente em um mundo cada vez mais influenciado pela tecnologia e inteligência artificial, como explorado por Nicolas Ghesquière na Louis Vuitton.
Anne Sofie Madsen e KidSuper também incorporaram o airbrushing em suas coleções de primavera de 2026 e 2027, respectivamente.