Embroideiro surpreende nova york com arte e protesto nas ruas

A cidade que nunca dorme, Nova York, testemunhou um espetáculo inusitado no sábado à noite: um artesão de rua, Ramell-Coreen Frederick, conhecido como ‘Cheeks’, transformou a celebração do título da NBA do New York Knicks em uma explosão de criatividade e personalização.

Um artista erastécnico em meio ao caos

Enquanto os Knicks comemoravam a primeira taça em 53 anos, Cheeks, com sua máquina de bordar vintage de 104 anos, encontrando seu lugar na Fulton Street, em Brooklyn, produzia peças únicas sob encomenda. De slogans provocadores como “Send the Spurs to the Knick-U” a pedidos simples como “2026 Champs”, seus serviços, iniciados em 20 dólares, atraíram a atenção de todos.

A arte como atalho

A cena viralizou nas redes sociais, com novos yorkenses despojando-se de seus pertences – chapéus, jaquetas, camisas – para serem transformados em obras de arte personalizadas. A iniciativa, segundo Cheeks, era uma forma de “ir onde o povo está”, transformando o momento em uma experiência coletiva e um tributo à cidade.

A história por trás da agulha e linha

A história por trás da agulha e linha

Nascido e criado em Queens, Cheeks, com 23 anos de experiência na indústria da moda, começou sua jornada como costureiro autodidata. Em 2007, descobriu o bordado e, desde então, dedicou-se a essa arte, incorporando técnicas ancestrais e um toque contemporâneo. Sua empresa, Tattoo’d Cloth, opera através de mensagens diretas, e-mails e, principalmente, da descoberta de seus trabalhos nas ruas.

Uma Herança Familiar

A máquina de bordar Jessica, uma Singer 114w103, é a companheira fiel de Cheeks há nove anos. Complementada por Bertha, uma máquina francesa de 124 anos, e Story, uma criação indiana, a coleção de máquinas representa um legado de conhecimento e paixão pela arte têxtil. “É um processo terapêutico”, explica Cheeks, “transformar um pedaço de tecido em uma expressão de individualidade e celebração.”

Da inspiração à criação

Da inspiração à criação

Na noite da vitória dos Knicks, Cheeks encontrou na atmosfera de ‘fandemonium’ – como descreveu – a inspiração para sua arte. A partir das 7h da noite, trabalhando até as 1h30 da manhã, produziu mais de 15 peças personalizadas, que foram entregues aos clientes ou mantidas para futuras encomendas. “Não quero que as pessoas precisem comprar nada”, afirma Cheeks, “quero que eles usem o que têm, que deem uma nova vida a ele.”

Um Gesto de Comunidade

Mais do que um serviço, o trabalho de Cheeks é um ato de comunidade, uma forma de celebrar a paixão e a união que envolvem o torcedor. Um retrato da cidade, vibrante e imprevisível, onde o talento encontra a oportunidade de se manifestar nas ruas, deixando sua marca em cada ponto de costura.