Euphoria temporada 3: uma bala perdida no arco da estória
O final da terceira temporada de Euphoria é um tiro no escuro, uma conclusão abrupta e sangrenta que deixa a plateia perplexa. A série, que começou com tanta promessa, acaba em um caos de violência e drama, sem oferecer muitas respostas para as perguntas que deixou.

A despedida de sam levinson
Após uma temporada cheia de tensão e reviravoltas, o criador da série, Sam Levinson, decide dar um tiro no ar com um final longo e desordenado. A hora e 45 minutos de duração do episódio 8 são utilizadas para um cortejo de mortes, tiroteios e cenas de choque, mas sem um propósito claro.
O que começou como uma história de rebeldia e auto-descoberta das personagens termina em um abismo de sangue e destruição. As mortes são as mais impactantes, especialmente a do personagem Jules, que deixa a plateia em lágrimas.
Apesar do impacto emocional, é difícil se engajar com o final de Euphoria. A violência, embora representada com detalhes gráficos, parece ser usada apenas para choque e efeito, sem nenhuma construção narrativa sólida.
Com a despedida de Sam Levinson da série, resta esperar se a história continuará em outras mãos ou se Euphoria ficará no arco da estória. Uma coisa é certa: o final da terceira temporada será lembrado por muito tempo, mas não necessariamente por suas qualidades artísticas.
