Drama e intimidade: noblezada e carney navegam através de desafios no palco e na vida

O romance de Eva Noblezada e Reeve Carney, que começou nos bastidores de ‘Hadestown’, continua a surpreender, misturando os palcos da Broadway com a vida pessoal, em uma jornada que desafia os limites da química artística.

Do submundo à era jazz: uma trajetória através do tempo

A história começou em 2017, em Londres, com a leitura de química para interpretar Anaïs Mitchell’s ‘Hadestown’, a reimaginação do mito grego de Orfeu e Eurídice. A partir daí, o casal se viu envolvido em produções que os levaram do submundo sombrio da peça original ao exuberante e decadente Weimar, em ‘Cabaret’, e agora, ao glamour e à melancolia da Era do Jazz em ‘O Grande Gatsby’.

Química que transcende o palco

Química que transcende o palco

Apesar das expectativas de que a relação pudesse prejudicar a performance, Carney e Noblezada demonstraram uma conexão inegável, com a química evidente em cada interação. ‘É fascinante ver como as pessoas ouvem falar sobre relacionamentos que se dão na vida real e como isso pode afetar a performance’, comentou Carney, lembrando dos primeiros dias em ‘Hadestown’. ‘Mas, felizmente, as pessoas não sentiram essa hesitação.’

Distância e autocontrole: a chave para o sucesso

Distância e autocontrole: a chave para o sucesso

Noblezada enfatiza a importância de manter uma certa distância entre a vida pessoal e o trabalho. ‘O maior elogio que posso receber é quando me sinto completamente absorvida pelo meu papel’, explica. ‘Eu já fiz isso antes, quando estava me encontrando como atriz, pensando: “Essa parte do show, eu sinto isso na minha vida. Então, por que eu não trago isso para este momento?” É como se o meu eu do passado, que passou por essa dor emocional, estivesse em conflito com o meu personagem. Isso pode gerar confusão e perda de foco.’

Um amor que resiste à tempestade

Mesmo com os desafios, o casal encontrou maneiras de manter a chama acesa, priorizando a privacidade e estabelecendo limites claros. ‘Reeve e eu somos muito reservados e intencionais’, disse Noblezada. ‘Não gostamos de deixar as coisas se misturarem demais.’ Carney acrescentou: ‘Queremos construir uma base sólida, onde as coisas permaneçam estáveis.’

Do trágico ao hedonista: uma nova aventura

Em ‘O Grande Gatsby’, Carney interpreta Jay Gatsby, enquanto Noblezada retorna ao papel de Daisy Buchanan. A nova produção permite que o casal explore diferentes nuances em suas performances, com Noblezada observando como a distância emocional que ela cultivava em relação ao seu personagem, Eurídice, se transforma em uma compreensão mais profunda da dor e da busca por redenção de Daisy.

A música como elo

A colaboração musical na produção, com Jason Howland, Nathan Tysen e a adaptação de Kait Kerrigan, também contribui para fortalecer o vínculo entre o casal. ‘Eu adoro como a música pode dar voz a personagens que, de outra forma, permaneceriam em silêncio’, disse Noblezada. ‘Kate, a escritora, deu a Daisy uma voz, uma autonomia.’

Um final contundente

Enquanto Orfeu e Eurídice enfrentam um destino trágico, Carney e Noblezada encontram um final feliz em suas vidas pessoais, reafirmando o amor que os une. ‘Depois de duas horas e meia no palco, geralmente nos olhamos e dizemos: “Que bom te ver de novo!”’, comentou Carney. E a jornada continua, com o casal pronto para enfrentar os próximos desafios, tanto no palco quanto na vida.