O mistério intrincado dos novos horror shows

Os filmes de terror dos anos 90 eram conhecidos por suas regras simples: nunca ter sexo, nunca beber ou usar drogas e, sobretudo, nunca dizer 'Vou voltar logo'. Mas hoje, em uma era de produções complexas em plataformas de streaming, essas regras parecem arcaicas e inúteis. As tramas de horror modernas são tão complicadas que simplesmente assistir não é mais suficiente para entender o que está acontecendo.

O desafio de decifrar

O desafio de decifrar

A série de terror mais recente da Netflix, algo muito ruim vai acontecer, apresenta um curandeiro que exige que o personagem principal se case com seu alma gêmea até o fim do dia de seu casamento. Mas como ele saberia se a pessoa com quem está prestes a se casar é mesmo sua alma gêmea? É uma pergunta que não tem resposta, e não há escapada da maldição, que se perpetua em gerações futuras.

Ao lado disso, a série executada pelo duo criativo dos irmãos Duffer, responsáveis pelo sucesso de Stranger Things, também apresenta uma trama complexa e cheia de plot twists. Assim, é fácil perder o fio da meada em meio a todas essas reviravoltas.

Mas por que assim? Por que os criadores de séries de horror não podem se contentar com uma história simples e assustadora? A resposta pode estar em filmes de terror independentes, que estão conquistando críticas e público com suas histórias elementares e efeitos de pânico. O recente Barbarian, por exemplo, se baseia na ideia simples de um monstro escondido no porão de um Airbnb.