Diana ross: a evolução de uma diva através da beleza e do estilo

A rainha do Motown, Diana Ross, celebra 82 anos com uma trajetória que transcende a música, consolidando-se como um ícone de estilo e Beleza. Uma jornada marcada por transformações ousadas e uma autossuficiência que inspirou gerações.

Das raízes em detroit aos palcos globais

Desde a infância em Detroit, onde aprimorava suas habilidades nos salões de Beleza locais, Ross demonstrou uma paixão pela transformação e pela autoexpressão. A adolescência dedicada à cosmética, praticando penteados e maquiagens, pavimentou o caminho para a ascensão meteórica com The Supremes. Foi nesse período que a artista aprimorou suas técnicas, utilizando o calor do ferro e rolinhos para criar visuais impactantes, sempre com o objetivo de realçar a Beleza de quem a rodeava.

O impacto visual do grupo The Supremes, e em particular de Ross como vocalista, elevou a Beleza a um novo patamar. A década de 60 testemunhou uma explosão de estilos, do bob característico com franjas e laterais marcadas, aos volumosos penteados com olhos esfumados e lábios delicados. Mas foi com o lançamento de seu primeiro álbum solo em 1970, Reach Out and Touch (Somebody’s Hand), que Ross começou a explorar a Beleza natural de seus cachos, inaugurando uma era de glamour e teatralidade nos palcos.

A era disco e a reinvenção constante

A era disco e a reinvenção constante

A década de 70 consagrou Ross como uma força imparável, tanto na música quanto na moda. O filme Mahogany, em 1975, com sua figurinos impecáveis e a icônica interpretação de Tracy Chambers, solidificou seu status de musa. A afro azul turquesa, combinada com vocais poderosos e uma presença de palco magnética, marcou o início da era disco e influenciou a cultura pop global.

Em 1980, com o lançamento de “I’m Coming Out”, Ross não apenas dominou as paradas de sucesso, como também ousou em novas tendências de beleza. Sobretudo, a artista elevou o volume de seus cachos a patamares estratosféricos, adotando sombras vibrantes e blush em tons dramáticos. A partir daí, a artista demonstrou uma capacidade inigualável de se reinventar, transitando entre visuais ousados e sofisticados.

A versatilidade de Ross se estende à sua própria beleza. Em 1996, no World Music Awards, surpreendeu com um pixie loiro. Já em 1997, nos BAFTAs, ousou com um penteado roxo real. A assinatura da diva, no entanto, permanece inalterada: lápis de olho preto intenso, máscara de cílios e um toque de gloss labial.

A influência de Diana Ross transcende gerações. Sua filha, Tracee Ellis Ross, atriz e empresária, compartilha a paixão pela beleza e a autossuficiência da mãe. “Minha mãe é tão independente em relação à beleza, e isso influenciou tanto o que eu acredito. Sinto que cada pessoa deve ser capaz de acessar sua beleza mais autêntica e se sentir bem em seu próprio banheiro”, declara Tracee.

Recentemente, Ross marcou presença no Met Gala, um evento que não frequentava há mais de duas décadas, exibindo um deslumbrante vestido branco com um trem de 18 metros, adornado com os nomes de seus cinco filhos e oito netos. O chapéu emplumado e a maquiagem com detalhes em roxo foram um prenúncio de seu segundo look da noite, um vestido preto e roxo cravejado de miçangas e tule, desenhado por ela mesma. Uma prova de que, aos 82 anos, a diva continua a redefinir os padrões de beleza e estilo, inspirando a todos com sua autenticidade e ousadia.